GANDU — O clima de festa, o som do sanfoneiro e o cheiro de quentão ganharam um elemento tecnológico inusitado na madrugada deste sábado (20) nos festejos juninos de Gandu, no baixo sul da Bahia. Em meio à multidão que curtia o tradicional São João, a Inteligência Artificial (IA) e o Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) operaram discretamente para retirar de circulação um homem que possuía um mandado de prisão em aberto.
A captura faz parte da Operação São João 2026, o maior aparato de segurança da história do estado para o período junino.
Como funcionou a tecnologia no circuito
O processo que resultou na prisão combina algoritmos matemáticos modernos e resposta rápida das forças de segurança em solo.
O Flagrante Digital: Ao passar por um dos pontos de monitoramento, a IA mapeou os pontos focais do rosto do indivíduo e cruzou os dados instantaneamente com o banco de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O Alerta:
O sistema acusou uma alta taxa de similaridade (identidade compatível com a do procurado). Um alerta foi disparado em tempo real para o Centro Integrado de Comunicações (Cicom). A Abordagem: Operadores do centro acionaram os policiais militares que faziam o patrulhamento a pé no circuito.
A equipe localizou o homem no meio do público e efetuou a abordagem sem causar tumulto na festa.
Após a verificação dos documentos, o mandado de prisão foi confirmado e o homem foi conduzido à Delegacia Territorial da Polícia Civil da região, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. De acordo com a SSP, os mandados cumpridos nesta fase da operação englobam crimes como homicídio, roubo, receptação e atraso de pensão alimentícia.
Segurança Invisível
Para além do tradicional policiamento ostensivo, a tecnologia tem se tornado a principal "arma silenciosa" contra o crime em grandes eventos na Bahia. Apenas neste final de semana de abertura oficial do São João, mais de uma dezena de foragidos já foram capturados no estado usando o mesmo método tecnológico.
Em Gandu, enquanto o público continuou arrastando o pé ao som do forró, a tecnologia provou que, mesmo atrás do visual de festa e da poeira do pátio de eventos, o crime não consegue se camuflar na multidão.
