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| Foto: Reprodução/G1 |
A terra voltou
a tremer no Rio Grande do Norte e assustou os mais de 2 mil habitantes da
cidade de Pedra Preta.
Para trabalhar
nesta sexta-feira (1º) foi preciso dose extra de café. "Tem que ver se
toma alguma coisa para ver se acalma os nervos", diz o funcionário público
Adailton Peixoto.
Nas fotos, a
noite difícil. Muitas famílias dormiram fora de casa. "A gente ficou com
medo. Tivemos que colocar os colchões na área para poder dormir sossegado,
porque foi muito triste. A sensação é que o chão ia se abrindo", conta a
funcionária pública Maria do Socorro Melo. Foram dez abalos registrados em três
horas. Em oito dias, a terra tremeu mais de 240 vezes em Pedra Preta, município
que fica a 149 quilômetros de Natal.
Em alguns
momentos da manhã, as janelas da prefeitura vibraram. "É tipo um estouro.
Dá um estouro e toda a terra fica tremendo por um período de dez
segundos", aponta o vice-prefeito Guilherme Bandeira.
As paredes de
várias casas e lojas da cidade ficaram com rachaduras.Técnicos da Defesa Civil
estadual vieram ao município para orientar a população sobre como proceder
durante os tremores. Eles também querem que o prefeito instale imediatamente
uma comissão que trate especialmente da questão.
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| Foto: Reprodução/G1 |
"Para que
se possa realmente tomar uma decisão mais rápida se for ter que evacuar as
pessoas dessas casas, não é?”, comenta o tenente Flavio Lavinio, técnico da
Defesa Civil do Rio Grande do Norte.
"Nós já
estamos providenciando a documentação para que seja decretado estado de
calamidade", afirmou o prefeito Luiz Bandeira.
Os
pesquisadores dizem que não têm como prever os abalos. O Rio Grande do Norte
está na região do país mais propensa a esse tipo de fenômeno. O estado fica em
cima de uma falha geológica e no subsolo de Pedra Preta ocorre um processo de
adaptação em que as pressões vindas do interior da terra provocam os tremores.
"Os
sismos ocorrem em baixa profundidade, de quatro a cinco, no máximo dez
quilômetros de profundidade. Então, a vibração na superfície é muito
intensa", explica o sismólogo Joaquim Ferreira, da UFRN.
**Fonte: G1


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