quarta-feira, 6 de novembro de 2013

RN - TREMORES DE TERRA.

Foto: Reprodução/G1
A terra voltou a tremer no Rio Grande do Norte e assustou os mais de 2 mil habitantes da cidade de Pedra Preta.
Para trabalhar nesta sexta-feira (1º) foi preciso dose extra de café. "Tem que ver se toma alguma coisa para ver se acalma os nervos", diz o funcionário público Adailton Peixoto.
Nas fotos, a noite difícil. Muitas famílias dormiram fora de casa. "A gente ficou com medo. Tivemos que colocar os colchões na área para poder dormir sossegado, porque foi muito triste. A sensação é que o chão ia se abrindo", conta a funcionária pública Maria do Socorro Melo. Foram dez abalos registrados em três horas. Em oito dias, a terra tremeu mais de 240 vezes em Pedra Preta, município que fica a 149 quilômetros de Natal.
Em alguns momentos da manhã, as janelas da prefeitura vibraram. "É tipo um estouro. Dá um estouro e toda a terra fica tremendo por um período de dez segundos", aponta o vice-prefeito Guilherme Bandeira.
As paredes de várias casas e lojas da cidade ficaram com rachaduras.Técnicos da Defesa Civil estadual vieram ao município para orientar a população sobre como proceder durante os tremores. Eles também querem que o prefeito instale imediatamente uma comissão que trate especialmente da questão.
Foto: Reprodução/G1
"Para que se possa realmente tomar uma decisão mais rápida se for ter que evacuar as pessoas dessas casas, não é?”, comenta o tenente Flavio Lavinio, técnico da Defesa Civil do Rio Grande do Norte.
"Nós já estamos providenciando a documentação para que seja decretado estado de calamidade", afirmou o prefeito Luiz Bandeira.
Os pesquisadores dizem que não têm como prever os abalos. O Rio Grande do Norte está na região do país mais propensa a esse tipo de fenômeno. O estado fica em cima de uma falha geológica e no subsolo de Pedra Preta ocorre um processo de adaptação em que as pressões vindas do interior da terra provocam os tremores.

"Os sismos ocorrem em baixa profundidade, de quatro a cinco, no máximo dez quilômetros de profundidade. Então, a vibração na superfície é muito intensa", explica o sismólogo Joaquim Ferreira, da UFRN.
**Fonte: G1

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