Os brasileiros
nunca pouparam tanto. De janeiro a outubro deste ano, os depósitos em poupança
foram maiores que os saques em R$ 53,459 bilhões. A captação líquida é recorde
da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1995, e supera o
resultado de todo o ano passado (R$ 49,719 bilhões).
De janeiro a
outubro de 2012, a captação líquida ficou em R$ 33,186 bilhões. De acordo com o
Banco Central, somente em outubro, a captação líquida ficou em R$ 4,512
bilhões, com crescimento de 39,21% em relação à captação de R$ 3,241 bilhões em
igual mês do ano passado.
O saldo
líquido da poupança em outubro foi 32,6% menor, porém, na comparação com a
captação registrada no mês anterior – o resultado só não foi menor porque os
poupadores concentraram seus depósitos no último dia do mês, com captação de R$
2,519 bilhões, equivalente a 55% de todo o saldo de outubro.
No mês passado, foram depositados R$ 125,827
bilhões e feitas retiradas que somaram R$ 121,315 bilhões. Foram creditados R$
2,855 bilhões de rendimentos, e o saldo dos depósitos em poupança somou R$
574,253 bilhões. Do total, R$ 448,395 bilhões (78,08%) são do Sistema
Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), R$ 125,855 bilhões (21,91%) da
poupança rural e resta resíduo de R$ 2,4 milhões de antiga poupança vinculada.
A poupança tem
rendimento de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais Taxa Referencial (TR). Esse é o
rendimento definido pelo governo sempre que a taxa básica de juros (Selic)
estiver acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa está em 9,5% e deve chegar ao fim de 2013 em 10%, conforme
previsão de analistas do mercado financeiro no boletim Focus, divulgado pelo
Banco Central na última segunda-feira (4).
Essa forma de
cálculo do rendimento da poupança foi definida pelo governo no ano passado. Por
essa regra, sempre que a taxa básica for igual ou inferior a 8,5% ao ano, a
caderneta rende 70% da Selic mais TR.
**Fonte:
Agência Brasil
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